Motoqueiro Fantasma é, definitivamente, um ótimo entretenimento. Não é o que podemos chamar de um filme ótimo, que vai ganhar uma porrada de Oscars (tá, quem sabe o de efeitos especiais), mas está longe de ser ruim, como foi o primeiro Quarteto Fantástico ou o Hulk.
Eu fui ao cinema com uma “pré-impressão”, achando que ia ser uma tremenda caca o filme. Mas calei a boca. Cativa (apesar de ter Nicolas “Sem Sal” Cage como Johnny Blaze), empolga (apesar das “tretas” contra os vilões serem fraquinhas e rápidas”) e diverte muito (ótimas tiradas cômicas).
Talvez esse seja apenas “o primeiro”, onde os produtores aprendem com os próprios erros (Avi Arad é o cara por trás disso) e melhorem no segundo, terceiro…
E, só pra mencionar, o produtor musical, Christopher Young, caprichou nas músicas e trilha sonora. Mas é no finalzinho, na hora da cavalgada final, ao lado do “Coveiro” (Sam Elliot) que sentimos um frio na espinha, um ar nostálgico: Ghost Riders in the Sky, do Johnny Cash, tocada pela banda Spiderbait, com uma ótima sincronização das batidas, da guitarra, com o galope do “cavalo fantasma”, lembrando até, um pouco, do grande mestre Ennio Morricone em “Por um punhado de dólares”, “The Good, the bad, the ugly”, ou em “Era uma vez no Oeste”.
Curiosidade: o Motoqueiro Fantasma surgiu nos anos 40, de forma inteiramente diferente: era uma série de faroeste protagonizada por um pistoleiro a cavalo. Esta série foi comprada pela Marvel e reinventada nos anos 70, quando ganhou os moldes atuais. Aí está a explicação, para quem não conhecia um pouco da história do personagem, do porque colocar um “rider”, no melhor estilo cowboy, montando um cavalo fantasma ao lado de Blaze.
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eu sou de POÇOS DE CALDAS e vc