Jornalismo sério

Hoje eu estava lendo o blog do Barretão, que está lá em Los Angeles, trampando que nem um coitado (sei, té parece!) e ele escreveu uma nota, falando do cancelamento da série chata Supernatural, que o ator principal e chorão Jared Padalecki não quer mais ser “ator”, quer aproveitar a vida e bla-bla-bla. Até aí, ok. Mais um furo dado antes pelo Judão.

Mas o que me chamou a atenção são os xiitas, os devotos e fanáticos que comentaram e postaram scraps em uma comunidade da série no Orkut, falando de credibilidade, que a notícia só seria verdadeira se tivesse saído antes em algum site inglês, que um site por ter um .br no final não significa nada e etc e tal.

Bando de tapados insignificantes. O que eles entendem de jornalismo? Que uma notícia pra ser verdade precisa passar pelo Jornal Nacional, como na década de 70. E só porque o Barretão escreveu no blog dele (que deve ter muito mais acesso que muitos sites “confiáveis” por aí) não seria verdade? Não vou nem falar sobre ele, especialmente porque conheço o trabalho dele há tempo de outras publicações, como as revistas Sci-Fi, Época e Rolling Stones.

Aos fatos: primeiro, ele está lá, conversou com um “produtor” da série, que por “medo”, não poderia se identificar, mas que deu a bomba. Isso é normal, divulgar um fato, mesmo que com uma “dúvida” por trás da veracidade e uma fonte que não quer se identificar. Ou uma mocinha qualquer, como a que postou na comunidade, falando que a amiga, da amiga, de um amigo, que passou na rua e ouviu um peido que parecia com a frase “não, a série não vai acabar” está mais correta que a informação dele?

Segunda coisa que mais me irritou nesse povinho ridículo é falar que um blog não tem autenticidade de “jornalismo”. Ok, muitos blogs ainda são amadores, pra falar de coisas como “meu dia” ou no famoso “MiguXXEis”. De resto, vide blogs de jornalistas famosos, blogs de editorias, blogs das redações dos principais jornais chamados “sérios”.

Essa nova ferramenta já é considerada um novo veículo de comunicação, com espaço reservado em grandes empresas, blogs corporativos, pra falar de um produto em específico (blog patrocinado), para ações de guerrilha e virais, já virou assunto de workshops, palestras e até mesmo considerado um novo espaço publicitário, que atinge um número pequeno, mas um nicho de pessoas interessantes, que são formadoras de opinião, estão ali porque gostam do cara que postou e/ou sobre o assunto do mesmo.

Por tanto, esses otários (não há um sinônimo mais adequado para essas pessoas) deveriam se aprofundar ou ter o mínimo de conhecimento, pois, queiram ou não, os blogs são sim fontes de informação e, em sua maioria, informação confiável.

3 Respostas

  1. O blog é uma ferramenta que veio pra ficra, muitos lhe consideram a nova “modinha” da internet, mas como você disse existem blogs e blogs, com certeza se você procurar vai achar muita coisa autêntica agora se não procurar pode ler o diário de Joelma do Calypso no site oficial ;-)

    beijos e bom carnaval !

  2. Lindo, Wandeko! Lindo!!!!
    Mandou bem sobre a definição e uso dos blogs.
    Se bem que eu veja a importância fundamental de veículos impressos chancelando esse tipo de notícia, por exemplo, mas aí é um problema, pois toda essa “geração” de leitores (!?) não encosta os dedinhos em jornais e só leiam revistas cheias de fotos.
    Uma nova geração de imbecis se levanta e as empresas adoram, pois são eles quem movimentam campanhas virais, lotam cinemas nos filmes ruins e consomem todas as porcarias da Polishop! hahahahah

  3. Concordo que os blogs deveriam ter mais conteúdo, ao contrário do que ocorre, porque muitos só escrevem tolices tais como: a marca do sapato, do batom….

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